O fim do Paradise Lost pode estar próximo, segundo Nick Holmes

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Paradise Lost. Crédito: Reprodução.

O vocalista Nick Holmes, do Paradise Lost, indicou que a longa jornada da banda pode estar se aproximando do fim. Em entrevista à Roadie Crew, publicada na edição #290, Holmes comparou a discografia do grupo a um livro que já está em seus capítulos finais, embora ainda haja páginas a serem escritas.

Com uma carreira que atravessa décadas, o Paradise Lost construiu uma discografia marcada por mudanças de estilo e uma identidade que se reinventa sem perder suas raízes. A banda britânica consolidou seu nome como referência no doom e gothic metal, sempre equilibrando peso, melodia e atmosferas densas.

Holmes refletiu sobre o processo criativo e a forma como o grupo desenvolve suas composições. Ele explicou que letras e música caminham juntas desde o início, como partes inseparáveis de uma mesma obra. “As letras são escritas para aprimorar a música. Algumas palavras se encaixam em certas notas, alguns riffs em determinados versos — nada acontece por acaso”, disse o vocalista. Ele também destacou a dificuldade de analisar suas próprias letras fora do contexto em que foram criadas: “É sempre um reflexo de um momento específico. A letra é outra camada, assim como a voz”.

Ao abordar o álbum “Ascension”, Holmes ampliou a reflexão para a própria trajetória do Paradise Lost. Para ele, cada trabalho lançado funciona como um capítulo dentro de uma história maior. “Se fôssemos um livro, acho que já estaríamos nos últimos capítulos”, comentou, em tom descontraído.

Sem falar em encerramento imediato, o vocalista reconhece que a banda já percorreu boa parte de seu caminho. “Não somos mais jovens, então sinto que o livro vai se fechar em breve. Já estamos bem além da metade da história, mas ainda temos algumas páginas para escrever”, afirmou. Ele ainda comparou essa jornada a uma obra extensa, mas não infinita: “Nossa saga não é tão longa quanto ‘O Senhor dos Anéis’, mas ainda precisamos ver como termina”.

Dessa forma, “Ascension” aparece como um retrato do momento atual do grupo, tanto em termos musicais quanto pessoais, enquanto seus integrantes seguem conscientes de que a história do Paradise Lost pode estar entrando em seus capítulos finais.

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