Patti Smith relata sentir ‘fantasma’ de Mapplethorpe

Marcelo Scherer
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Patti Smith. Crédito: Vianney Le Caer/Invision/AP.

Patti Smith relata sentir ‘fantasma’ de Mapplethorpe em entrevista ao podcast “All There Is”, da CNN (via Far Out), divulgada em 9 de janeiro de 2026. A cantora contou que, nos anos que se seguiram à morte do fotógrafo Robert Mapplethorpe em 1989, acreditou ver o amigo em todos os lugares, chegando a enxergá-lo “como um holograma” enquanto dobrava roupas.

Smith, hoje reconhecida também como escritora, lembrou que Mapplethorpe morreu aos 42 anos, vítima de complicações da Aids. A perda foi descrita como seu “primeiro grande luto” antes de outras despedidas familiares. A artista afirmou que sonhava constantemente com o fotógrafo e que essa presença onipresente a fez sentir-se verdadeiramente assombrada: “Eu não conseguia tirá-lo da linha de visão, nem da mente”.

Autora do livro de memórias “Just Kids” (2010), no qual narrou a amizade iniciada nos anos 1960, Smith lamentou as obras que Mapplethorpe não pôde realizar. “Quando penso no que alcancei após os 42, percebo quanto ele ainda faria. Sinto a dor daquilo que ficou inacabado”, declarou.

Ao refletir sobre luto, a cantora observou que o processo não se resume a lágrimas. “Pode incluir o choro ou o lamento, mas não é obrigatório”, disse, aconselhando quem passa por perdas a aceitar diferentes formas de expressão.

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