Universal Music Group confirmou que recebeu uma proposta não solicitada de US$ 48 bilhões do fundo Pershing Square, comandado pelo bilionário Bill Ackman, e iniciará a análise com seus consultores.
Em nota enviada ao site Digital Music News, a companhia informou que o conselho “examinará a oferta à luz dos interesses dos acionistas, funcionários, artistas, compositores e demais partes envolvidas”. O comunicado acrescenta que o colegiado mantém “total confiança” na estratégia atual e na liderança do CEO Sir Lucian Grainge.
Segundo noticiado pelo Far Out, para que o negócio avance, dois terços dos investidores da gravadora precisam aprovar a proposta. Caso a transação prossiga, os acionistas poderiam optar por trocar seus papéis da UMG atual por ações de uma nova estrutura societária, o que elevaria a fatia do Pershing Square para 11,7 %.
Ao anunciar a oferta em 7 de abril, Ackman mencionou a queda das cotações da UMG nos últimos anos e apontou falta de reconhecimento, pelo mercado, do valor da participação de 2,7 bilhões de dólares que o grupo detém no Spotify. A declaração não foi comentada pela empresa, que disse não divulgará novas informações até a conclusão da avaliação interna.
As ações da Universal Music Group recuaram mais de 25 % nos 12 meses anteriores à proposta. Depois do anúncio, subiram 11 %, refletindo o interesse dos investidores no potencial acordo.



