Os 40 anos de OS REPLICANTES | Redação DISCONECTA – 025
No episódio 25 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Marcelo Scherer e Luis Fernando Brod recebem convidados especiais para uma celebração histórica: os 40 anos da banda Os Replicantes. Para a conversa, juntam-se Vicente Toniolo, do selo Made In Soul Records, e Jano Campos, do programa de web rádio Coleta Seletiva, transmitido pela DinâmicoFM, para mergulhar na trajetória e no show comemorativo de uma das maiores bandas do rock gaúcho.
A discussão começa com a emoção de revisitar a história da banda, especialmente o show de 40 anos que reuniu todas as formações no palco do Opinião. Vicente Toniolo, que nunca havia visto as fases com Vander Wildner e Gerbase nos vocais, descreve a experiência como um “pacote explosivo” e um momento de profunda emoção. O setlist, que incluiu clássicos como Nicotina, Surfista Calhorda, Futuro é Vortex, Astronauta, Hip-Punk-Trash e Boy Subterrâneo, foi uma “paulada atrás da outra”, demonstrando a atemporalidade e a energia da banda.
Jano Campos, que acompanhou todas as fases dos Replicantes, ressalta que a banda é uma “entidade” e uma “instituição”, cuja qualidade e postura são lineares, independentemente do vocalista. Ele destaca a sacada genial de abrir o show com Nicotina, a primeira música da banda, interpretada pela vocalista atual, Júlia Barth, simbolizando a continuidade e a força do grupo. A entrada de uma figura feminina nos vocais, segundo Jano, foi um movimento natural e corajoso, que só fez o público crescer, sem alterar a essência da banda.
Os apresentadores e convidados analisam a performance impecável dos músicos, que, mesmo após 40 anos, entregaram um show de quase duas horas sem intervalos, com uma energia visceral. A maturidade vocal de Vander Wildner, a performance teatral de Gerbase, a presença marcante de Júlia Barth e a solidez dos irmãos Heron e Cláudio Reines, junto ao baterista Kéber, foram pontos altos. A organização do evento, desde os ensaios intensos na Marquise 51 até a escolha do repertório, foi meticulosamente planejada, resultando em um espetáculo histórico e emocionante.
Um dos aspectos mais fascinantes da banda, como apontado por Jano, é sua capacidade de evoluir musicalmente sem perder a identidade. A inclusão de saxofone e teclado, por exemplo, em álbuns como Android Sonha Com Guitarras Elétricas, não diluiu o som punk, mas o enriqueceu, mantendo a sonoridade única dos Replicantes. Essa “espinha dorsal” musical, atribuída aos irmãos Reines, garante que, independentemente de quem esteja nos vocais, a essanda da banda permaneça intacta, com uma verdade e uma metodologia de trabalho que são funcionais e atemporais.
A discussão também aborda a importância das trocas de vocalistas ao longo dos anos, que, longe de enfraquecer a banda, abriram um “guarda-chuva de oportunidades”, permitindo que os integrantes explorassem projetos solo e outras bandas, enriquecendo o cenário musical gaúcho. Os Replicantes, ao contrário de muitas bandas que se prendem ao passado, continuam lançando material novo e mantendo-se relevantes, provando que é possível inovar sem abandonar as raízes. Fechar o show com Festa Punk, com todos os “Androides” cantando juntos, foi a “cerejinha do bolo” de uma noite inesquecível.
Reviva a emoção e a história de uma das bandas mais importantes do Brasil. Não perca este episódio especial do Redação DISCONECTA e celebre os 40 anos de Os Replicantes, uma banda que continua a inspirar e a fazer história. Assista e ouça para mergulhar nesse universo de punk rock e legado cultural.



