Pantera disco novo ao vivo + outras notícias Redação DISCONECTA #004
No episódio 4 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Marcelo Scherer e Maurício Silva (Cássio) conduzem um giro de notícias recheado de polêmicas e debates acalorados. O tema principal da noite gira em torno do possível lançamento de um disco ao vivo do “novo” Pantera, gerando discussões sobre como a formação atual deve ser encarada pelos fãs.
A edição começa com um panorama sobre o cenário do rock internacional, com a notícia do possível adiamento das turnês de AC/DC e Bon Jovi no Brasil em 2024. A conversa se aprofunda nos problemas vocais de Jon Bon Jovi, que, apesar de lançar um novo single, não garante o retorno aos palcos. Os apresentadores questionam a discrepância entre a performance em estúdio e ao vivo, levantando a discussão sobre o uso de tecnologias para “milagres” vocais.
Em seguida, Marcelo e Maurício mergulham em uma polêmica nacional, revisitando uma entrevista em que Carlinhos Carneiro comparou o álbum Bloco do Eu Sozinho, dos Los Hermanos, ao clássico Acabou Chorare, dos Novos Baianos. Enquanto Marcelo expressa seu apreço pelo disco dos Los Hermanos, Maurício discorda da comparação, destacando a riqueza sonora e a inovação de Acabou Chorare como algo incomparável, gerando um debate sobre a influência de bandas como The Strokes e a sonoridade “brasileira” do álbum.
Outro ponto de grande discussão é a invasão do Instagram de Humberto Gessinger por fãs pedindo a volta da formação clássica dos Engenheiros do Hawaii. Os apresentadores analisam o fenômeno de “amor e ódio” que a banda gaúcha provoca e a complexidade das letras de Gessinger. Eles também abordam a questão do bairrismo musical que historicamente afetou bandas do Sul e de Minas Gerais, impedindo-as de alcançar o sucesso nacional do eixo Rio-São Paulo, e a sonoridade datada do álbum O Papa É Pop.
O programa também traz notícias do metal, como a colaboração inusitada entre Cradle of Filth e Ed Sheeran, e a promessa de Max Cavalera de um retorno ao “grande som tribal” no próximo álbum do Soulfly, com comparações ao clássico Roots do Sepultura. Além disso, é celebrada a designação do Henry’s Blues House, pub em Birmingham onde o Black Sabbath fez seus primeiros shows, como patrimônio histórico, reconhecendo seu papel como berço do heavy metal.
Ainda no cenário musical, Marcelo e Maurício discutem o retorno de Neil Young ao Spotify após a saída de Joe Rogan, com o músico criticando a qualidade sonora da plataforma e defendendo a alta fidelidade. O debate se estende à remuneração dos artistas por plataformas de streaming e a busca por alternativas como o Bandcamp, que oferecem melhores pagamentos, mas enfrentam desafios de divulgação e adesão no Brasil.
Por fim, o aguardado debate sobre o Pantera toma conta do estúdio. A possibilidade de um disco ao vivo com a formação atual (Phil Anselmo, Rex Brown, Zakk Wylde e Charlie Benante) gera opiniões divididas entre os fãs, que se perguntam se é um “tributo” ou o Pantera “de verdade”. Os apresentadores elogiam a performance de Phil Anselmo e a dedicação de Zakk Wylde em honrar o legado de Dimebag Darrell, enquanto especulam sobre o futuro da banda e a chance de um álbum de estúdio com material inédito.



