20 anos de “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” do ARCTIC MONKEYS | RD 92

Marcelo Scherer
Marcelo Scherer
Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate...
3 minutos de leitura
Thumb episódio podcast Redação DISCONECTA sobre "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not".

O podcast Redação DISCONECTA traz uma edição imperdível dedicada a um dos maiores marcos do indie rock mundial: os 20 anos do aclamado álbum de estreia do Arctic Monkeys, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not. Neste episódio, Luis Fernando Brod, Marcelo Scherer e Julio Mauro se reúnem para dissecar o impacto, a sonoridade e o contexto histórico que envolvem esse lançamento explosivo.

Durante o bate-papo, o programa destaca como o álbum funcionou como uma vigorosa “resposta britânica” à cena indie americana da virada do século, então dominada por bandas como The Strokes, Yeah Yeah Yeahs e LCD Sound System. O episódio mergulha na sonoridade crua e frenética do disco, com guitarras que trazem influências diretas de bandas como The Clash, resultando em uma energia visceral impulsionada por um Alex Turner que tinha apenas 19 anos na época. A sensação descrita no programa é de que o disco capta perfeitamente a banda tocando afiada ao vivo em um palco.

Outro ponto alto da discussão é o fenômeno pioneiro do Arctic Monkeys na internet. A edição relembra como a banda abraçou a era do compartilhamento de MP3 em programas como o Kazaa. Ao distribuir CDs demos em shows, os próprios fãs “ripavam” e espalhavam as músicas online, forçando a gravadora a adiantar o lançamento do disco para evitar que ele vazasse por completo. Essa febre digital converteu-se em um sucesso comercial estrondoso, com a banda quebrando o recorde do Oasis e conquistando o posto de álbum de estreia vendido mais rapidamente na história do Reino Unido, ultrapassando a marca de 363 mil cópias na primeira semana.

Além de explorar o mercado musical da época, o trio de apresentadores analisa a temática do disco, descrita como uma verdadeira ode ao hedonismo da juventude dos anos 2000. Músicas como I Bet You Look Good on the Dancefloor e Fake Tales of San Francisco refletem o espírito do jovem britânico da classe trabalhadora que buscava extravasar nas pistas de dança das baladas. Por fim, o programa ainda contrasta essa energia vulcânica e “garageira” do início da carreira com a sofisticação melódica e madura que a banda viria a adotar em trabalhos recentes, como Tranquility Base Hotel & Casino e The Car.

A edição, recheada de nostalgia e análises musicais aprofundadas, é um prato cheio para quem acompanhou o renascimento do rock nos anos 2000.

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