Bruno Mars demorou 10 anos para lançar um material solo. E valeu totalmente a pena. O quarto álbum de sua carreira já deu um gostinho com o lançamento do single I Just Might. E acredite, o single é o mais fraco das nove faixas que integram o novo trabalho.
Apesar de críticos bostejar falando que Bruno está lançando a mesma música a todo momento, já deixo avisado que a pitada de nostalgia que ele coloca em suas faixas é o diferencial. Quem não consegue perceber isso tem o ouvido nulo, igual a uma parede.
Com faixas românticas e entusiasmadas, The Romantic aposta com peso no swing, pop, funk e cha-cha-cha, ritmo que dá nome à segunda faixa do disco.
A identidade do álbum se sobressai a cada faixa. Aos fãs de soul music, o álbum tem até um pé enfiado em sonoridades que remetem a faixas de Carlos Santana da década de 1980, como Hold On. A paleta sonora de Bruno Mars está refinada, e isso não surpreende, já que essa locomotiva está sempre em progressão sonora a cada pequeno lançamento.
A aposta de Bruno Mars está feita. E ele só tem a ganhar com este novo álbum. Ouçam, dancem, aumentem o volume. Este é um dos melhores álbuns do ano que já passou por aqui, e olha que ainda estamos em fevereiro.
Há comentários em sites de “críticos” pela internet (leia-se AOTY e RTY) onde, por causa de um single, já estão metralhando o disco. Como eu disse: deixem as paredes para lá.
Não é uma volta triunfal que todos esperavam, mas o mínimo que ele faz já se mostra grandioso.
O álbum sai nesta sexta-feira, dia 27. Não percam.



