O Black Sabbath é o peso que todos conhecem. Mas quando há o encontro da banda com o jazz? É a promessa do Jazz Sabbath.
Já com três álbuns de estúdio, sem contar o lançamento em mono dos dois primeiros álbuns, a banda do Reino Unido traz a sutileza e o firmamento, quando deve ser feito, de clássicos do Sabbath. Aliás, chega a ser inimaginável, até o momento, composições de Ozzy, Geezer, Tony e Bill com piano, baterias quebradas, baixos trabalhados, com o pé enfiado no jazz.
Uma blasfêmia? Para alguns, os mais “metaleiros até o osso”, podem torcer o nariz. Mas a qualidade sonora, ode a banda transita no jazz modal, hard bop, chamber jazz e post-bop é inigualável.
A roupagem de seu último álbum, o ao vivo Jazz Sabbath Live, te entrega clássicos como The Wizard, Iron Man, War Pigs, Paranoid e Children Of The Grave. Você pode fechar os olhos e viajar em cada acorde, cantar junto, pois é um casamento improvável que dá certo até o âmago do jazz. E do heavy metal também!
Não torça o nariz. Aumente o som. O Jazz Sabbath entrega um dos melhores álbuns do gênero de 2026.
Aliás, fica o detalhe de que Adam Wakeman, que passou pelo Ozzy sendo seu tecladista, participando de apresentações do Black Sabbath, além de Deep Purple, Uriah Heep e filho de Rick Wakeman! E o DNA de maestria ainda corre em Dylan Howe, baterista, filho de Steven Howe.
Não sei o que escrever para convencer a ouvi-los. Só sei que quem sai perdendo são vocês. Dá o play!



