ROCK no RIO de JANEIRO nos ANOS 80 | Redação DISCONECTA – 026
No episódio 26 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Marcelo Scherer e Luis Fernando Brod recebem Sal, do canal @PitadasdoSal, para um mergulho profundo no rock do Rio de Janeiro nos anos 80. Jornalista e apaixonado pelo BRock, Sal compartilha suas vivências e análises sobre a efervescente cena musical carioca que marcou uma geração.
Sal, que viveu intensamente a época, relembra sua juventude no Rio, acompanhando de perto o surgimento e a ascensão de grandes bandas como Blitz, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho (ainda com Cazuza), e Lulu Santos. Ele destaca a importância de ter assistido ao vivo a esses ícones e participado do primeiro Rock in Rio, um evento que consolidou o rock nacional no mainstream e profissionalizou a indústria musical no Brasil.
A conversa aborda a trajetória do rock brasileiro, desde o movimento “Iê-Iê-Iê” dos anos 60, passando pela MPB “sisuda” e o rock progressivo dos anos 70 (com nomes como Secos e Molhados, Rita Lee e Raul Seixas), até a explosão dos anos 80. Fatores como a popularização das rádios FM, o Circo Voador, o afrouxamento da ditadura militar e a visibilidade em programas de TV como o Chacrinha e novelas foram cruciais para o sucesso de bandas como Titãs, RPM, Legião Urbana e Biquini Cavadão.
O episódio explora a era do “desbunde”, caracterizada por uma estética colorida e uma linguagem jovem que se refletia em filmes como Menino do Rio e seriados como Armação Ilimitada. A identificação do público com as letras e o estilo de vida retratado na música e na mídia foi um motor para o fenômeno do rock oitentista. No entanto, a década também trouxe desafios, como a proliferação da AIDS e o aumento do consumo de drogas, que vitimaram artistas como Cazuza e Lauro Corona, gerando um choque de realidade e preconceito.
Além do cenário carioca, o bate-papo se estende ao rock do Rio Grande do Sul, com destaque para bandas como Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós. Sal e os apresentadores discutem a relação dessas bandas com a mídia especializada e o público, que, apesar de uma certa “má vontade” inicial da crítica, abraçou o som gaúcho. A longevidade de artistas como Humberto Gessinger, que continua lotando shows com um público renovado, é um testemunho do legado duradouro do rock dos anos 80.
O episódio ressalta a importância de entender a história para não repetir erros do passado, valorizando a arte e a cultura como ferramentas de transformação. A música, em particular, é celebrada por sua capacidade de emocionar e conectar gerações, mantendo viva a memória de um período tão rico e complexo.
Não perca esta aula de história e música! Assista ou ouça o episódio completo do Redação DISCONECTA e mergulhe nas histórias e nos sons que moldaram o rock brasileiro nos anos 80.



