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Histórias

Keith Moon x John Bonham, a eterna discussão

Victor Persico
Victor Persico
18 de dezembro de 2023 5 min de leitura
Keith Moon x John Bonham
Foto: Divulgação

Em círculos dedicados ao rock, a discussão sobre o melhor baterista da história sempre provocou reviravoltas. Muitas vezes, os renomados jazzistas Gene Krupa e Buddy Rich são esquecidos. Portanto, o foco recai invariavelmente sobre Keith Moon, conhecido por sua excentricidade, e John Bonham, reconhecido por sua força e presença marcante.

Keith Moon

Keith Moon, autoproclamado o “maior baterista do tipo Keith Moon no mundo”, detestava batidas monótonas, buscando evitar o tédio em suas performances, como revelou em entrevistas. Seu estilo peculiar inspirou os criadores do Muppets Show a conceber seu personagem mais famoso: O Animal.

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Além de seu talento musical, Moon era um artista performático. Destacou-se também por destruir quartos de hotel e por uma incidente envolvendo um Rolls Royce e uma piscina nos hotel Holiday Inn. Durante a primeira turnê nos Estados Unidos, surpreendeu a platéia colocando explosivos dentro do bumbo da bateria. Pete Townshend perdeu parte da audição após isso.

“Ele era uma orquestra. Ele era como o ‘garoto dos tímpanos’ de uma orquestra que indicava o momento do drama. John tocava linhas de Jazz, Pete tinha que acelerar. Assim, Keith nos fazia não dar 100%, mas 500%. Infelizmente, perdemos Keith, e o The Who nunca mais será o mesmo”, lamentou Roger Daltrey após a morte de Keith Moon em 1978.

Keith faleceu de overdose em 1978. Pouco antes, em 1974, havia falecido Mama Cass no mesmo local.

John Bonham

Por outro lado, John Bonham, baterista do Led Zeppelin, também deixou sua marca na história da bateria. Ademais, seu impacto foi notável desde o primeiro álbum da banda. De acordo com músicas como “Good Times, Bad Times”, destacava-se seu instinto impecável, ritmo pesado e solos ousados. Como resultado, haveria momentos em shows que o solo de bateria durava mais de 1 hora.

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Bonham, conhecido como um “curso ambulante de alfabetização de divisão rítmica”, conquistou seu lugar no panteão do rock pela brutalidade e agilidade em sua execução. Sua vida foi interrompida em 1980, quando, após consumir cerca de 40 doses de vodka com suco de laranja, morreu por asfixia pelo próprio vômito.

Em conclusão, ambos recebem reverência no “Céu do Rock’n’Roll” por suas contribuições, influenciando gerações de bateristas, como Stewart Copeland, Neil Peart, Dave Grohl e outros que continuam a nos surpreender.

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1 Comentário

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