Geezer Butler detalha álbum do Black Sabbath abortado de 2001

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Geezer Butler. Crédito: Reprodução.

Black Sabbath reuniu a formação original e entrou em estúdio em 2001, porém as gravações nunca chegaram ao público, contou o baixista Geezer Butler no podcast “Gabbing With Girlfriends”, comandado por sua esposa e empresária, Gloria Butler.

Segundo o músico, o grupo compôs cerca de oito músicas em Monmouth, País de Gales, completando ao menos seis faixas. Uma delas, a lenta e blueseira “Scary Dreams”, chegou a ser tocada no Ozzfest daquele ano, alimentando rumores sobre um novo álbum.

Em 2002, o produtor Rick Rubin chamou os integrantes para ouvir o material em sua casa. Butler relata que, durante a audição, percebeu que as ideias não funcionavam. “Enquanto tocávamos, pensei: ‘que porcaria’”, comentou, rindo. A sensação de tocar para um ouvinte externo teria escancarado as limitações das composições. “Depois de tantos anos, não era certo lançar aquilo. Então encerramos tudo”, afirmou.

O baixista já havia descrito “Scary Dreams” como a melhor das sessões, embora insuficiente para um disco. Desinteressado, ele não quis escrever as letras; a tarefa acabou nas mãos do tecladista Geoff Nichols. Butler acrescentou que Tony Iommi e Ozzy Osbourne até simpatizavam com parte das canções, mas frisou: “Os quatro precisam gostar para seguir em frente. Não pode ser só metade.”

Com a falta de consenso e o sentimento de trabalho forçado, o projeto foi abandonado, deixando o capítulo de 2001 como um dos raros registros inéditos na longa história da banda.

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