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Ozzy Osbourne Quase MATOU Sharon: A Noite de Terror em um APAGÃO!

Redação Disconecta
Redação Disconecta
11 de julho de 2026 5 min de leitura
Ozzy Osbourne Quase MATOU Sharon: A Noite de Terror em um APAGÃO!
Foto: Divulgação

O universo do heavy metal guarda muitas histórias de excessos, mas poucas se comparam à saga de John Michael Osbourne, o Ozzy. Décadas após sua ascensão ao estrelato, o Príncipe das Trevas carrega não apenas as cicatrizes de uma vida vivida no limite, mas também o vazio de memórias que simplesmente se apagaram.

Ele próprio admitiu, com uma franqueza que desarma, não se recordar de ter gravado “The Ultimate Sin”, o álbum lançado em 1986. Na biografia, evita comentar aquela fase da carreira, um período nebuloso onde shows e gravações se misturam em um nevoeiro causado por substâncias. A partir de 1985, para Ozzy, grande parte de sua própria vida se tornou uma tela em branco.

Sua esposa e empresária, Sharon Osbourne, numa tentativa desesperada de afastá-lo dos vícios, o convenceu a ir ao Betty Ford Center. Ela apresentou o local como um refúgio para “cavalheiros aprenderem a beber”, uma descrição que o próprio Ozzy, em sua ingenuidade intoxicada, aceitou como verdadeira, acreditando que finalmente aprenderia a dominar a bebida que o assombrava.

A realidade, claro, era outra. Ao chegar, ele perguntou pelo bar e foi informado de que não havia nenhum. Sharon o havia enganado, e ele se viu ali, em uma clínica de reabilitação. No entanto, sua estadia não surtia o efeito desejado. Ao sair do tratamento, ele muitas vezes retornava ainda mais imerso nos vícios.

Os anos 80 foram uma espiral descendente, um abismo de cocaína, sedativos para dormir, estimulantes para acordar e, acima de tudo, álcool. O consumo diário era assustador: quatro a cinco garrafas de uísque. Ele próprio reconheceu que, além das drogas que podia nomear, inúmeras outras substâncias foram usadas sem qualquer lembrança.

A turnê com os membros do Mötley Crüe apenas adicionou combustível a essa fogueira. Segundo Ozzy, a cada show, uma bolsa cheia de bebidas os esperava no camarim. Ele descreveu o momento de abrir aquela mala como “abrir as portas do inferno”, ilustrando a pressão e a tentação constantes.

As consequências desses excessos eram públicas e frequentemente bizarras. Em 1982, por exemplo, ele foi detido por urinar no Álamo, um monumento histórico. Em outra ocasião, acordou no meio de uma rodovia, sem saber como chegara lá, apenas para ser preso novamente após ser pego urinando em um carro de polícia.

Os apagões tornaram-se rotina. Paradoxalmente, o medo de perder a memória dos eventos o impulsionava a beber ainda mais, criando um ciclo vicioso de autossabotagem. O ponto mais sombrio veio em 1989, quando, em meio a um desses apagões, ele quase tirou a vida de Sharon.

A polícia o encontrou vestido com uma calça de smoking branca e a camisa de um pijama. Ao acordar na cadeia, não tinha a menor ideia do que havia acontecido. Foi preciso que um policial lhe informasse: “Você quase matou sua mulher”. Este evento, um dos mais chocantes de sua vida, também se perdera na neblina do álcool e das drogas.

Olhando para trás, o próprio Ozzy, com a sabedoria adquirida, reflete que a década de 80 foi ainda mais pesada do que seus anos com o Black Sabbath na década de 70. Ele tinha 37 anos quando “The Ultimate Sin” foi lançado, já não era mais o jovem de vinte e poucos anos que podia se recuperar com mais facilidade.

Apesar de tudo, ele evitou a heroína, uma linha que, se tivesse cruzado, talvez não estaria aqui para contar a história. A virada começou a surgir na década de 1990, quando buscou um caminho mais limpo, marcando o lançamento do álbum “No More Tears”, hoje visto por muitos como um dos seus trabalhos mais completos.

Não foi um caminho linear para a sobriedade. A década seguinte trouxe novos desafios, com o excesso de medicamentos prescritos substituindo as drogas ilícitas. Ele chegou a tomar quarenta tipos de comprimidos por dia, sofrendo com os efeitos colaterais que prejudicaram sua fala, coordenação e função cognitiva.

A história de uma mutação em seu DNA, supostamente revelada por um mapeamento genético, que o conectaria a um ancestral neandertal devido à quantidade de substâncias que seu corpo resistiu, é frequentemente mencionada. Embora possa soar como lenda, não é difícil crer, dado o nível de excessos que atravessou.

A sobrevida de Ozzy pode ser atribuída, em parte, à sua decisão de se limpar nos anos 90. Essa pausa deu-lhe uma nova chance. Elementos em seu círculo, como o guitarrista Zakk Wylde, que eventualmente também se tornou abstêmio, removeram a tentação de parceiros de loucura, criando um ambiente mais propício à estabilidade.

A vida de Ozzy Osbourne é um testamento à resiliência humana, mas também um lembrete vívido dos perigos que espreitam na beira do abismo. Ele navegou por um mar de excessos, perdeu pedaços de sua própria história, mas de alguma forma, o Príncipe das Trevas encontrou seu caminho de volta, deixando para trás um rastro de músicas e uma jornada humana complexa.

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