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O termo audiófilo no vinil virou apenas estratégia de marketing, alerta especialista

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Crédito: Reprodução Headphonesty
Foto: Crédito: Reprodução Headphonesty

O mercado de discos de vinil enfrenta um desafio de confiança. Dana McKissick, colecionador veterano conhecido como @vinyl_guy_dana, afirma que as gravadoras estão usando o selo audiófilo para inflar preços sem entregar melhorias reais no som. Segundo o especialista, o que antes garantia uma produção totalmente analógica agora serve apenas para vender edições comuns por valores muito mais altos.

Antigamente, um disco considerado audiófilo seguia o padrão AAA. Isso significa que a gravação, a mixagem e a masterização eram feitas sem etapas digitais. Hoje, o cenário mudou. McKissick explica que o termo se tornou uma norma vazia para qualquer gravadora. Ele destaca que até cortes digitais e discos de 40 dólares recebem essa classificação atualmente.

Um dos casos mais graves citados é o da Mobile Fidelity Sound Lab, a MoFi. A empresa cobrava até 100 dólares por álbuns que os clientes acreditavam ser analógicos, como a edição especial de “Thriller”, de Michael Jackson. Em 2022, os engenheiros confirmaram que a gravadora usava tecnologia digital em grande parte de seu catálogo desde o final dos anos 2000. O caso resultou em um acordo judicial de 25 milhões de dólares para compensar cerca de 40 mil compradores.

Outro ponto de atenção é o peso do vinil. Muitas marcas vendem os discos de 180 gramas como sinônimo de alta fidelidade. No entanto, McKissick esclarece que o peso ajuda na durabilidade e evita que o disco entorte com facilidade. A qualidade sonora depende do corte do laca e do trabalho de masterização, e não da espessura do material plástico.

Atualmente, edições especiais podem custar entre 150 e 400 dólares. O especialista acredita que as gravadoras aproveitam o interesse de novos ouvintes para lucrar com termos técnicos que perderam o sentido prático. Para ele, a linha que separava produtos de luxo de versões comuns deixou de existir na estratégia da indústria.

(Via: Headphonesty)

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