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Histórias

Como Rick Wakeman ajudou Cat Stevens em 1972

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Cat Stevens. Crédito: Penni Gladstone/Los Angeles Times/Wikimedia Commons
Foto: Cat Stevens. Crédito: Penni Gladstone/Los Angeles Times/Wikimedia Commons

A princípio, os nomes de Yusuf/Cat Stevens e do rock progressivo parecem não pertencer ao mesmo universo musical. No entanto, a história por trás da gravação de “Morning Has Broken”, lançada no início de 1972, mostra como a colaboração com um dos grandes nomes desse gênero ajudou a transformar uma canção simples em um sucesso internacional.

Originalmente um hino cristão tradicional de 1931, a composição possuía apenas quatro estrofes e durava cerca de 44 segundos, o que dificultava sua viabilidade como um single comercial. Para resolver o problema de duração e criar arranjos mais elaborados, a produção convidou o tecladista Rick Wakeman, que na época tinha pouco mais de 20 anos e atuava como músico de estúdio, pouco antes de se consolidar no grupo Yes.

Durante os ensaios, Stevens ouviu o tecladista dedilhando algumas melodias ao piano. Essas notas haviam sido compostas por Wakeman para o seu trabalho solo “The Six Wives of Henry VIII”, que seria lançado em 1973. O cantor propôs que o músico adaptasse aquele material para servir como introdução e transição entre os versos de “Morning Has Broken”.

A contribuição de Wakeman deu uma nova roupagem à faixa, que alcançou o top 10 das paradas de sucesso no Reino Unido e nos Estados Unidos. A experiência com os arranjos de teclado influenciou o direcionamento artístico de Cat Stevens, que no ano seguinte lançou o álbum “Foreigner”, apresentando uma sonoridade mais próxima do rock progressivo.

(Via: Far Out Magazine)

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